Livros da Bíblia

Introdução ao livro de Ezequiel

livro de Ezequiel

O profeta Ezequiel é o autor do Livro de Ezequiel (Ezequiel 1:3). O profeta era contemporâneo de Jeremias e Daniel. Aos 30 anos de idade, Ezequiel teve uma visão da glória de Deus e foi chamado para ser profeta (Ezequiel 1:1-3). A partir daí, ele iria profetizar para o povo de Israel espalhado pelo império babilônico. 

O Livro de Ezequiel foi provavelmente escrito entre 593 e 565 AC durante o cativeiro babilônico dos judeus.

Esboço e divisão do livro:

livro de Ezequiel
Esboço e divisão do livro de Ezequiel

Eu quero propor a você ler capítulo a capítulo de Ezequiel e marcar num caderno à parte os versículos que mais falam com você.

Os versículos-chave são os que definem de forma geral o livro, mas Deus tem um particular com cada um e com certeza a leitura proporcionará alguma revelação. Aprenda a ter os seus versículos chaves, em todos os livros da Bíblia.

Propósito de Ezequiel

Ezequiel ministrou à geração de sua época, uma geração extremamente pecaminosa e completamente sem esperança. Por meio de seu ministério profético, ele tentou levá-los ao arrependimento imediato e à confiança no futuro distante.

Resumo do Livro de Ezequiel

Ezequiel, com 25 anos foi levado para a Babilônia. Da linhagem sacerdotal de Zadoque, seu ministério profético se inicia com uma visão de Deus quando ele tinha trinta anos. Ezequiel e os seus leitores descobriram, que Deus não era limitado pela terra de Israel e nem àquela nação.

Em vez disso Deus é universal e comanda e controla as pessoas e nações. No exílio, a idéia de Deus como sendo exclusivo de Israel foi posta em cheque. No inicio do seu ministério Deus falara que o enviaria à nação de Israel, para exercer a profecia ali.

Depois de muitos anos exercendo o ministério para Israel, Deus simplesmente diz para ele virar o rosto para os amonistas e profetizar a eles, assim inicia, sem alarde, o seu ministério às nações.

Uma grande questão de Ezequiel fala diretamente conosco: Como você pode lidar com um mundo desviado? Ezequiel era a luz para o seu povo, a palavra de Deus, que poderia trazer arrependimento, salvação e esperança.

Israel estava no Exílio, lugar de julgamento, mas Deus estava ali com eles. Então o Exílio fazia parte do aprendizado de Deus para o seu povo.

Israel fora levado cativo para a Babilônia, principalmente por causa da idolatria com outros deuses, porém a Bíblia é unânime em mostrar que na volta do cativeiro eles passaram a adorar só ao Senhor.

Temas propostos do Livro de Ezequiel

  1. A soberania de Javé sobre Israel e as nações
  2. O exílio como punição pela idolatria
  3. Relação entre o indivíduo e o grupo
  4. Fidelidade de Javé às suas promessas da Aliança
  5. A responsabilidade individual e o julgamento divino
  6. Restauração de Israel sob o governo davídico

Em seu estilo abundam as ações simbólicas, originais e silentes, apresentadas como narrações. As partes poéticas são raras e encontram-se quase exclusivamente nas profecias contra as nações.

Ezequiel é minucioso nas descrições, preciso e até cansativo às vezes. O projeto da divisão da Terra Prometida, o desenho do novo Templo e a indicação das leis ao Templo, parecem mais obra de técnico do que de profeta.

Profecias nitidamente messiânicas são os trechos: 17,22-24;34,11-16;47;48. Mas toda a terceira parte, do c. 33 em diante, é concebida em termos de expectação messiânica.

O precursor de um novo gênero literário

Ezequiel é o primeiro representante de um novo gênero literário de mensagem profética, muito desenvolvido, em seguida, na literatura judaica do séc. II a.C. Trata-se do gênero apocalíptico.

No Novo Testamento, ele figura no livro do Apocalipse (termo grego que significa “revelação”). O próprio S. João deu ao seu livro o nome de “profecia” (Apoc 1,3), termo não muito apropriado ao caráter da obra.

Eis as características principais do gênero apocalíptico:
1. A mensagem profética limita-se à predição do futuro, especialmente à era messiânica e ao fim do mundo.
2. As visões aparecem a Ezequiel sob a forma de cenas simbólicas em que atuam seres humanos e sobre-humanos, animais e astros, quais outras tantas figuras dos acontecimentos vindouros.

3. A intervenção freqüente de anjos, como guias e intérpretes dos cenários contemplados pelo profeta.

4. Os eventos relacionados com o fim dos tempos, quer messiânicos, quer cósmicos, revestem-se de um colorido empolgante de convulsões cósmicas e telúricas.

Este motivo, embora acessório, é considerado comumente como propriedade prevalente do estilo apocalíptico.

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A ressurreição do filho de uma viúva

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