Os Evangelhos, sua origem e significado

O profeta Isaías determinada ocasião declarou “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião, o teu Deus reina. Is 52. 7”. A profecia de Isaías versava sobre o livramento aos cativos em Babilônia, também a proclamação da salvação através do Messias, e tem seu integral cumprimento nos Evangelhos.

O vocábulo grego “evangelion” serviu de origem a palavra latina “evangelium”, donde nos veio à palavra “Evangelho”, significando boas novas de alegria (Is 52. 9; Lc 2. 10,11). Este termo designa suas idéias, pensamentos, sua visão da humanidade e o seu trabalho em prol da humanidade.

Quando surgiram os evangelhos

evangelhos

Os evangelhos surgiram primeiramente na forma oral (tradição), tornando-se necessário colocar os fatos por escrito somente quando o cristianismo alcançou os círculos greco-romanos, onde a leitura e escrita constituíam práticas comuns.

Os evangelistas não tinham por intenção fazer história, mas sim registrar fatos cumpridos. Registraram para converter e edificar, ilustrar a fé e defendê-la contra os adversários. Mas, ao fazê-lo, o fizeram apoiando-se em testemunhos verídicos, em fontes fidedignas (Lc 1. 1; At 1. 1), porem, as interpretaram e adaptaram às diversas maneiras e necessidades da fé viva, da qual eram portadores.

No entanto, comparamos os evangelistas à “medíocres repórteres”, pela falta de registros, que não apresentaram (Jo 20. 30; 21. 25). Mas, assim quis o Espírito Santo, levando-os a apresentarem, cada um, a mensagem comum de maneira própria

Os três primeiros evangelistas descrevem a vida do Senhor, sob o mesmo ponto de vista, sob o mesmo prisma, sendo por esta razão chamados de “sinóticos” (grego Synopsis). Já o evangelista João difere totalmente dos seus colegas, registrando fatos que demonstrem a divindade de Jesus. Veja tabela:

Evangelhos SinóticosEvangelho de João
Fatos externos da vida de CristoFatos internos da vida de Cristo
Aspectos humanos da vida do SenhorAspectos divinos da vida do Senhor
Discursos PúblicosDiscursos particulares
Ministério na GaliléiaMinistério na Judéia
Ensinos de Cristo acerca da vivência humanaEnsinos de Cristo acerca da sua pessoa

Opiniões divergentes que se completam

Jesus declarou determinada vez que a respeito dos fatos que ele revelava aos discípulos que poderia deixar de existir céus e terra, mas as coisas das quais ele falava, teria seu cabal cumprimento. É justamente sobre isto que falaremos neste breve ensaio hoje a harmonia no cumprimento dos evangelhos. sigamos então com a revelação de Pedro.

“Esta salvação foi algo que os profetas não compreenderam inteiramente. Embora eles tenham escrito sobre ela, tinham muitas indagações a respeito de que tudo isso poderia significar.

Deveriam saber a respeito de que o Espírito de Cristo estava falando no seu intimo, pois Ele lhes mandava escrever os fatos que de lá para cá, tem acontecido com Cristo… E eles queriam saber quando e a quem tudo isto iria acontecer.” 1 Pe 1. 10,11 – Bíblia Viva – Editora Mundo Cristão

Os santos do Antigo Testamento morreram na fé, sem compreenderem as promessas, mas crendo (Dn. 12.8), desejando o seu cumprimento (Ag 2. 7) e expressando claramente o desejo de redenção Hb 11. 13,15,39). O Antigo Testamento é um livro incompleto, os acontecimentos preditos no antigo Testamento tem o seu cumprimento no Novo Testamento.

Marcos, conexão com o Antigo Testamento

Marcos no principio do seu evangelho faz a conexão com o Antigo Testamento (Mc 1.1,2) ao se referir ao precursor do Cristo e concluir logo em seguida “O tempo está cumprido”. Igualmente Mateus e Lucas fazem-lhe coro: “Para que se cumprisse”, confira Mt 1. 22; 2. 15,17,23; 3. 15 e pp. Lc 1. 1, 45; 4. 21; 18. 31 e pp.

Na imagem abaixo, ilustração dos quatro evangelhos. O evangelho de Lucas representando a Jesus na condição de Homem. Mateus, representando-o na condição de leão (rei). Marcos, representando na condição de boi (servo) e João apresentando-o como águia (divindade).

quatro evangelhos

Para que compreenda melhor esta questão, recomendo que leia o artigo Os quatro serafins na visão de Ezequiel, você vai ter uma visão poderosa dos evangelhos ao ler este artigo.

O evangelista João contrariando os demais evangelistas registra primeiramente a surpresa dos que primeiro encontraram o Cristo: “Achamos!” Jo 1. 41,45, para depois entoar a mesma música com as mesmas notas (12. 38; 13. 18; 15. 25 e pp).

Quadro comparativo entre os evangelhos

Quatro evangelhos e diferentes escritores. Cada um deles apresentando o mesmo relato com foco no mesmo tema, porém algumas vezes de aparente divergências. É como se testemunhas oculares fossem chamadas a dar testemunho sobre determinado fato. Obviamente, que os relatos serão diferentes, por questão de interpretação, de compreensão, de experiências vividas.

É isto, quem estiver tomando o testemunho notará a harmonização nos relatos e formará um quadro preciso com os testemunhos, apresentando o veredito final. Assim foi com os evangelhos. Vamos mostrar as harmonias nas diferenças e nas razões.

Ao lermos as Escrituras nos surpreendemos com a sua perfeita harmonia, embora tenha sido escrita por um período de 1600 anos, por cerca de 40 autores distintos, pertencendo os mesmos as mais diferentes classes sociais; em circunstâncias diversas, sendo todos guiados para um propósito único (2 Pe 1. 19-21; 2 Tm 3. 16).

O mesmo se dá com os Evangelhos. Neste aspecto franqueamos a palavra ao Pr. J. Sidlow Baxter: “Não é preciso negar que existem diferenças entre os quatro relatos, embora algumas delas ao primeiro olhar pareçam até divergências, elas servem um bom propósito, pois são indicações de autoria independente e de autenticidade.

Em ponto algum essas diferenças mostram-se incompatíveis com a exatidão histórica, elas são variações, mas não contradições; surgindo devido a êxtase dada a diversos aspectos ou pontos de vista.” A realidade é que os Evangelhos nos deram apresentações distintas e únicas do Senhor, apresentando um retrato fiel e preciso do mesmo.

Harmonia nas razões

Podemos questionar o porque de haver quatro Evangelhos, um só não seria necessário? Em resposta, mais uma vez temos que tributar honras ao Senhor por sua magnificência em nos dar quatro relatos do Evangelho porque Deus assim quis, acrescentando que há razões para Ele haver precedido assim.

Razões geográficas

No relato de Gênesis encontramos um rio nascido no Jardim do Éden, repartindo-se em quatro braços, regando não somente o Jardim, como também as terras vizinhas. No Novo Testamento encontramos a declaração de Jesus em Atos 1.8, representando as posições geográficas para divulgação do Evangelho. Confirme:

Jerusalém – Palestina
Judéia – Romanos
Samaria – Gregos
Confins da Terra – Universal

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