Reflexoes Cristas

Nossas inquietações com a maldade humana

maldade

Sei que você já se achou perguntando “Por que tanta maldade humana e os impios prosperam?”. Desilusão meu amigo, pura desilusão de quem não compreende a extensão da graça e bondade do Bendito! Há quem pratique as mais variadas insanidades. As pessoas de bem lamentam as inquietações e maldade sem fim de homens e mulheres divorciados de um coração puro e bondoso. Lamentam a falta de respeito aos valores sociais e humanos.

A Palavra de Deus afirma que os ímpios planejam iniquidades.  Ocultam planos bem traçados, visando a destruição de outros em nome de seus interesses, (Sl 64. 6). Esta situação perturbou os santos ao longo da história.

O salmista Asafe achou-se duvidando da justiça de Deus por conta da prosperidade dos ímpios. Felizmente, ele compreendeu a graça e misericórdia do Senhor quando foi ao Templo, onde percebeu a clareza do caminho dos ímpios. Sl 73. 2-17

Comentando o artigo enviado a Comunidade Dihitt O cuidado e proteção de Deus nos tempos de angústia, Ivanete Sepulvida, afirmou que gosta muito dos Salmos, orientando sua vida com aplicações de leituras dos mesmos, citando especificamente o Salmos 36, objeto de nosso estudo.

Vamos fazer uma breve analise deste salmo, apenas vamos dizer que a coisa existe, visto o assunto ser extenso, com muitas aplicações.

[Salmo de Davi, servo do SENHOR, para o músico-mor] A transgressão do ímpio diz no íntimo do meu coração: Não há temor de Deus perante os seus olhos. Porque em seus olhos se lisonjeia, até que a sua iniquidade se descubra ser detestável. As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem. Projeta a malícia na sua cama; põe-se no caminho que não é bom; não aborrece o mal. Sl 36. 1-4

Toda maldade parece não ter fim

O coração do homem é enganoso deste a sua meninice (Jr 17. 9, Gn 8. 21), caso o homem não se importe em se aproximar do Senhor, evitando-o, é entregue as suas paixões, aos seus sentimentos perversos (Rm 1. 28,29). Ensoberbece-se de tal forma que inflando o peito volta o queixo contra o Altíssimo, perdendo o temor, questionando os seus caminhos, ignorando ser detestável a Deus e ao seu próximo.

Não temendo ao Senhor, os caminhos da destruição estão abertos e convidativos. O seu primeiro pensamento ao acordar é projetar planos, descobrir meios de levar vantagem em tudo, corromper o funcionário público, resolver aquela questão que o perturba por meios ilegais ou aéticos. É parceiro e companheiro do mal. O pecado é o seu desejo maior. Gn 4. 7

Deus é nosso refúgio contra a maldade 

Ivanete declara que quando há um conflito familiar, ela ora e lê este salmo e tudo volta a paz, a boa normalidade. Leiamos mais alguns versículos do referido salmo: “A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens. A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo. SENHOR, tu conservas os homens e os animais.

Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os retos de coração”. Sl 36. 5-10

Davi tinha uma peculiaridade notável na composição dos seus salmos, registrava impressões e experiências vividas. Tudo era motivo de registros. Sl 103. 1

Os Salmos atribuídos ao poeta Davi tem a peculiaridade de serem compostos de duas partes, uma apresentando o problema ao Senhor, orando, buscando solução, e a segunda parte agradecendo o livramento ou resposta do alcançada. Boa parte dos conflitos e angustias se originavam no seio familiar, na coorte.

Joabe, general do exercito e Abisai, filhos de Zeruia, portanto, primos de Davi, era o que poderíamos chamar de “pedras no sapato”. O jovem Davi a muito custo conseguia resistir a oposição e assédio diário dos belicosos irmãos. 2 Sm 3. 39

Davi se queixava que até no leito de morte eles compareciam e descaradamente manifestavam os seus desejos mortais em relação a ele, que se encontrava moribundo. Assemelhavam-se a abutres famintos, esperando o último suspiro da vitima, para com voracidade lançarem-se ao infernal banquete. Sl 41. 5-9

O livramento vem no tempo certo

Concluindo, afirmo que o livramento vem no tempo certo. Davi apresenta aqui a figura de um banquete. Ao longo da história banquetes tiveram grande importância e ainda tem nas relações em sociedade.

Nos Salmos 23 Davi convida ao Senhor a preparar uma mesa na presença dos seus inimigos, é como se estivesse se utilizando do velho e conhecido chavão “Desejo vida longa a meus inimigos, para que eles aplaudam de pé a minha vitória”.

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Chega o momento em que cessam todas as hostilidades, o ímpio passa, seus dias são abreviados, o justo permanece alvo da benignidade do Deus de Jacó.

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