Livre arbítrio é o princípio que fundamenta a responsabilidade do homem por suas escolhas. Gosto do Yahoo Respostas, há muita coisa interessante por lá.
Deparei-me com a pergunta: “Deus sabia que Adão e Eva pecariam?”.
A objeção a essa pergunta parte da crença na onisciência de Deus, que poderia evitar a queda do homem.
Poderia, mas não foi assim — Deus dotou o homem de livre arbítrio, tornando-o responsável por seus atos.
É justamente sobre o livre arbítrio que vamos falar, trazendo a nosso palco o profeta Elias, onde vamos estudar detalhes do seu ministério profético.
É fácil observar que a situação de Elias era de depressão. Quando Deus falou com o profeta no Monte, ele estava escondido dentro de uma caverna, crendo que não havia mais ninguém em Israel igual a ele, Elias.
O esforçado profeta realmente acreditava que ele era o único e que o ato de esconder-se na caverna estava ajudando a Deus de alguma maneira.
Elias se considerava o ultimo cristão da terra, então pensava que ele perpetuaria o nome do Senhor.
Deus então o avisa que havia mais pessoas crentes no mundo, além dele. E que a obra não iria acabar por causa dele. 1 Rs 19. 15-19
E o que Deus fala então para Elias, deve ter sido recebido como um baque, uma tijolada: Vai e unge a dois reis e unge um profeta no teu lugar.
Elias pensava que estava fazendo o correto, escondendo-se, mas essa faceta de Deus veremos em outros lugares da Bíblia: Deus não gosta de covardes.
O livre arbítrio de Elias

Lemos que Elias descendo do Monte e vendo a Eliseu em certo lugar, jogou a sua capa sobre ele, o que se subentende que a unção era passada para Eliseu.
Nós lemos o texto bíblico. Mas o que, de fato, lemos? Deus mandou Elias descer do monte.
Ainda havia uma obra para ele: ungir dois reis e, por último, um profeta em seu lugar. Ao descer, Elias escolheu o caminho mais fácil.
Ele ungiu apenas o profeta, mas não ungiu os dois reis que Deus havia ordenado.
Eu li, faz muito tempo, em algum livro perdido pelo tempo, que o atraso acarretado na obra de Deus, por causa de Elias foi de seis anos.
Elias atrasou em seis anos a obra de Deus. Eliseu um dia recebeu a Palavra para ungir aos dois reis. O sucessor fez a obra que era de Elias.
O ato de ungir alguém no seu lugar, era um ato preguiçoso, rebelde e falho.
Se Elias era o pastor de Israel à época, o ato dele falava que ele estava ungindo outro pastor no seu lugar, para poder entregar logo o ministério.
Você entende porque digo que o seu ato foi preguiçoso, rebelde e falho?
Elias não fez totalmente o que Deus mandou fazer. E os dois reis que eram para serem ungidos?
Ele não ungiu e parece que se esqueceu disso. Elias não fez a obra. Ungir a Eliseu nesse contexto parece condenável.
Mas profeta até quando erra nos ensina alguma coisa. Elias exerceu o seu livre arbítrio e Deus o respeitou por causa disso.
Nem vemos reprimenda de Deus na Bíblia pelo fato de ele não ungir os reis primeiro. Deus respeita o livre arbítrio.
Tolerância e livre arbítrio
Duas coisas ainda me incomodam nesse assunto. Uma é que devemos exercer tolerância com os irmãos.
E o motivo é bíblico. Observe: Atos 5. 38-39. “Agora vos digo: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque este conselho ou esta obra, caso seja dos homens, se desfará; mas, se é de Deus, não podereis derrotá-los; para que não sejais, porventura, achados até combatendo contra Deus”.
Paulo e Barnabé amavam a obra de Deus, ambos eram exímios evangelistas, mas ocorreu uma discordância entre eles que os afastaram. Devemos ouvir as partes.
Na maioria dos divórcios o problema é causado por falta de comunicação.
Ouvi uma mensagem do Caio Fabio, no site Vem e Vê TV.
A aludida mensagem era numa série sobre o Reino de Deus, na qual ele dizia que Jesus tinha uma paciência tão grande que ele ouvia, ou deixava a pessoa falar, prestando atenção, até nas mais absurdas sandices.
O Caio disse que frente ao Reino de Deus até as mães podem falar bobeira. E teve uma mãe que pediu para seus filhos ficarem um à direita do Trono de Jesus no Céu e o outro à esquerda.
Mas, na mesma mensagem, vemos também o exemplo de Jesus. Ele se deixou inquirir severamente por uma irmã.
Ela parecia ter liberdade para falar assim, pois o Mestre era acessível. “Senhor, não te importas que minha irmã fique aí, aos teus pés, ouvindo teologia, enquanto eu lavo a louça?”
Veja o jeito como a mulher fala.
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- Cada um é responsável por seus atos
- A vontade de Deus e a vontade do cristão
Primeiro que era uma mulher e Jesus veio para quebrar essas barreiras frente às mulheres.
Como disse o Caio, a mulher não é um dromedário, mas um ser criado por Deus que também tem pensamentos filosóficos e teológicos dos mais importantes.
Jesus sempre respeitou as mulheres.
Paulo Sérgio Lários
| Paulo Sérgio é Presbitero, tecnico de informática e escritor |